Depois de muito tempo resolvi escrever de novo nesse espaço, por pura necessidade de expressão mesmo...Espero que as pessoas se identifiquem, porque é tudo cultura de boca a boca, e de janela de internet, mas é de reflexão e de sentimento. 
Amor Velado Subitamente Não te olhava mais menina Não mais de frente, encarando Era agora de lado, imaginando Reservando escapadas, minha mãos malvadas Tremiam, as duas ao te tocar Assim, aparecia por vezes, pra trocar esguelhas Era um tiroteio Era chegar perto da beira dos teus olhares Olhar a fundura... E a beleza, dos teus abismos lunares Que cor nenhuma sabe expressar Era falar-te idiotices Esperar a cafonice, do telefone jogado no sofá Sigo teus ombros, tuas pintas Sigo teus vestidos, negros, coloridos Sigo tuas sílabas no meu ouvido baixinho Sigo dois linguados pintados, teus dentes animados As linhas marcando as pernas, os ângulos dos quadris a dançar Quando foi que descobri sua clavícula? Quando procurava o pescoço? Beijados, teus pelos poucos, penugem Se levantam, e me assombram “Como podem, pelinhos mínimos... atentar?” Quando do seu aconchego demorado e dormente Vi-me diferente, me vi suspirar? Cheia de significado, cheia de razão E eu me debatendo em vão Achando tudo confusão, querendo não achar... Querida, pra mim tu é assim: Passando, uma cortina machucada de vento Acuados nas orelhas, os fios novos de criança Anunciando a próxima parte Do espetáculo do seu semblante que me arde Que me faz rir, me assusta, me causa fúria Faz-me de tudo por dentro... Nem digo de verdade, se te amo... E morro de medo, se te invento... George Araújo Reis 2010
Escrito por A.G.L.R às 08h56
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